quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Actividades no Lar de Moure





















No dia 14 de Novembro o nosso grupo que era constituído por quatro elementos (Yaniris, Ana, Manuel e Helena) deslocou-se ao Lar de Moure, no âmbito da actividade integradora da nossa turma:"Da escola à escola da vida". Às três horas encontramo-nos com a professora Elisabete Vale em Moure perto do Lar. Cinco minutos depois, fomos recebidos pela dona Cristiana que era a responsável pelo Lar, a qual começou por nos apresentar os idosos. Eram seis, mas uma das senhoras só passava lá o dia e à noite regressava a casa. Conhecemos o Sr. Francisco, o Sr. José, a dona Rosa, a dona Glória, a dona Adelaide e a dona Zezinha. Eram poucos idosos, mas tinham a particularidade, de todos serem vítimas de maus-tratos, uns psicológicos, outros maus tratos físicos e falta de apoio familiar. O facto de serem poucos faz com que os funcionários do lar tenham mais tempo para eles, pois, o facto de terem sido mal tratados fez dos idosos pessoas mais carentes, vulneráveis e daí precisarem de mais cuidados.
O Lar dá apoio a mais de sessenta idosos ao domicílio, levando-lhes as refeições e cuidando da sua higiene pessoal e verificam também se precisam de apoio médico. A Instituição é composta por um psicólogo que é o padre Sandro que também é o Presidente da mesma. Tem uma equipa de enfermagem, um médico que dá apoio quando necessário, um animador cultural, cozinheiras e auxiliares.
Depois de uma longa conversa com a dona Cristiana ficamos por dentro das diversas situações. Pouco pudemos falar com os idosos, pois alguns deles sofriam da doença de Alzheimer. Devido ao seu passado não eram pessoas muito comunicativas.
Por volta das quatro e meia servimos o chá, que foi acompanhado por bolo caseiro, bolachas de água e sal, doce húngaro, pães-de-leite e sumo Compal( produtos que tivemos o prazer de levar). Antes de nos despedirmos, deixamos umas lembranças.
Todos adoraram o convívio e notamos que os idosos gostavam de lá estar e se sentiam felizes, tendo uma delas referido que nunca mais sairía de lá.
Mesmo sem falarmos abundantemente conseguimos apreender muito.


Turma NS3

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A arte a longo prazo

Gustav Klimt, O beijo




























“Quando você gasta 300 mil dólares num carro importado, as pessoas descobrem duas coisas a seu respeito: você é rico e seus filhos não serão".
Eugênio Mohallem

Arte a longo prazo: grandes achados podem se tornar excelentes negócios
por Ana Maria Peres

"Jamais comprei arte como investimento, mas foi o melhor investimento da minha vida." As palavras do coleccionador e ex-corretor de bolsa Raul Forbes mostram que boas obras de arte trazem embutido em seu valor estético um alto valor económico. Ganhar dinheiro com pinturas e fotografias não é o que a maioria dos coleccionadores almeja. Mas o facto é que, cada vez mais, aumentam as possibilidades de se fazer bons negócios com arte brasileira. Há 10 anos um quadro de Beatriz Milhazes custava, em média, US$ 12,5 mil. Hoje, presente em acervos de museus como MOMA, Metropolitan e Reina Sofía, uma pintura de grande porte assinada pela artista não sai por menos de US$ 80 mil.
"No final da década de 80, houve uma profissionalização das galerias e muitos artistas começaram a ser conhecidos fora do país. Hoje, a arte brasileira ocupa lugar estratégico no mundo e tende a crescer", afirma o galerista Fabio Cimino, que representa artistas como Nelson Leirner, Caio Reisewitz e Rochelle Costi. Com a ebulição dos contemporâneos, agora é possível ter acesso a obras que, possivelmente, terão os valores multiplicados em alguns anos. "É difícil prever quem vai ficar para a história da arte, mas eu penso que vídeo tem muita probabilidade de valorizar. Quem compra agora tem a vantagem de poder escolher as melhores obras e pagar preços baixos", aposta Daniel Roesler, da Galeria Nara Roesler.
Investir em arte demanda tempo e, claro, dinheiro. Sem pesquisa e bons conselhos dificilmente o objectivo é alcançado. "Não adianta chegar na galeria e comprar um quadro sem saber o que é. Tem que conversar com os galeristas, descobrir a trajectória do artista", afirma Cimino. Segundo o director artístico da Galeria Fortes Vilaça, Alexandre Gabriel, a procura vai além. "Há diversos museus e instituições que apresentam artistas emergentes que ainda nem estão nas galerias. É essencial acompanhar as mostras e exposições."
A arte moderna brasileira alcançou preços inimagináveis nas últimas décadas. Actualmente, um bom quadro assinado por Tarsila do Amaral, Ismael Nery, Portinari ou Di Cavalcanti chega a valer entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões. Em 1984, Raul Forbes comprou a obra Abaporu (1928), de Tarsila, por US$ 200 mil. "Disseram que eu estava louco porque um Portinari não chegava a valer US$ 180 mil. Em 1995, vendi o Abaporu por US$ 1,35 milhão, para o coleccionador argentino Eduardo Costantini. Há poucos anos, ele construiu o Malba-Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires. Ofereceram US$ 15 milhões pela obra, que é a peça central do museu. E ele não vende", afirma.

Segundo o marchand Paulo Kuczynski, que há 35 anos negocia obras modernistas, os grandes negócios são as obras-primas. "É a importância estética que agrega valor a uma obra. Somente as coisas extraordinárias não perdem o valor. Mas o investimento em arte vale pela emoção que as grandes obras podem despertar", acredita. Se no mercado de arte moderna o retorno é maior porque as obras são escassas e os nomes, consolidados, na arte contemporânea a lógica é diferente. "O mercado de modernistas tem maior liquidez, mas também são mais caros. Arte contemporânea precisa de tempo para maturar o artista, é uma linguagem que muita gente ainda não entende. A valorização das obras costuma levar uma década", explica Cimino. "Há sete anos, quando começamos a trabalhar com Nelson Leirner, pouca gente comprava suas obras, que custavam em torno de US$ 4 mil. Hoje, há trabalhos de que valem US$ 70 mil".
www.sp-arte.com/revistasparte/2006/oesp2006.p...

Proposta de actividade:

1. A partir do texto, justifica a afirmação: "Jamais comprei arte como investimento, mas foi o melhor investimento da minha vida."

2. Considera a arte e a cultura um novo eixo de desenvolvimento económico, de criação e geração de valor? Justifique a sua opinião, para a fundamentar investigue como foi construída a colecção, o investimento feito, o retorno desse investimento, o número de visitantes das colecções, a divulgação nacional e internacional, etc., por exemplo, da colecção de arte contemporânea de Joe Berardo, que se encontra no CCB, em Lisboa ou a colecção de design e moda de Francisco Capelo, presente no Museu do Design do CCB.

3. Se fosse coleccionador de arte, qual seria a obra de arte que tentaria adquirir e porquê?


Andy Warhol, Marilyn
Vicent Van Gogh, Starry Night

5. Compare as duas obras de arte aqui propostas e, a partir da consulta de uma História da Arte, mostre qual a corrente estética em que inserem estes quadros.


A civilização da terceira vaga



Uma colisão de vagas



Está a emergir na nossa vida uma nova civilização e por toda a parte há cegos que tentam suprimi-la. Esta nova civilização traz consigo novos estilos de família; modos modificados de trabalhar, amar e viver; uma nova economia; novos conflitos políticos, e além de tudo isso também uma percepção modificada. Existem hoje partes dessa nova civilização. Milhões já estão a sintonizar a sua vida com os ritmos de amanhã. Outros aterrorizados com o futuro, entregam-se a uma desesperada e inútil fuga para o passado e tentam restaurar o mundo moribundo que lhes deu vida.
A aurora desta nova civilização é o facto isolado mais explosivo da nossa época. É o acontecimento fulcral, a chave para a compreensão dos anos imediatamente a seguir. É um acontecimento tão profundo como o da Primeira Vaga de mudança desencadeada há dez mil anos pela invenção da agricultura, ou pela avassaladora Segunda Vaga de mudança iniciada pela Revolução Industrial. Nós somos os filhos da próxima transformação, a Terceira Vaga. Procuramos palavras que descrevam toda a força e todo o alcance desta extraordinária mudança. Alguns falam do assomar de uma Era Espacial, de uma ERA Informacional, de uma ERA Electrónica ou de uma Aldeia Global. Zbigniem Brzezinski disse-nos que enfrentamos uma “era tecnotrónica”. O sociólogo Daniel Bell descreve o advento de uma “sociedade pós-industrial”. Os futurólogos soviéticos falam de R.T.C. – “revolução científico-tecnológica”. Eu próprio escrevi extensivamente acerca da vinda de uma “sociedade superindustrial”. No entanto, nenhum destes termos, incluindo o meu, é adequado.
Algumas destas frases, ao enfocarem num único factor, estreitam, ao invés de dilatarem, a nossa compreensão. Outras são estáticas, dão a entender que uma nova sociedade pode entrar na nossa vida suavemente, sem conflito nem tensão. Nenhum destes termos começa sequer a revelar toda a força, todo o âmbito e todo o dinamismo das mudanças que avançam impetuosamente para nós nem das pressões e dos conflitos que desencadeiam.
A humanidade defronta-se com um salto quantum para a frente. Defronta-se com a mais profunda sublevação social e reestruturação criativa de todos os tempos. Sem o reconhecermos claramente, estamos ocupados a construir uma notável civilização nova a partir do zero. É este o significado da Terceira Vaga.
Até agora, a espécie humana suportou duas grandes vagas de mudança, cada uma delas obliterou largamente anteriores culturas ou civilizações e substituiu-as por modos de vida inconcebíveis para os que chegaram antes. A Primeira Vaga de mudança – a revolução agrária – levou milhares de anos a esgotar-se. A Segunda Vaga – a ascensão da civilização industrial – levou meros trezentos anos. Hoje a história é ainda mais acelerativa e é provável que a Terceira Vaga a assole e se complete em poucas décadas. Nós, os que compartilhamos o planeta neste momento explosivo, sentiremos portanto todo o impacto da Terceira Vaga no decorrer da nossa própria vida.
Desmembrando a nossa família, abalando a nossa economia, paralisando os nossos sistemas fiscais e destruindo os nossos valores, a Terceira Vaga afecta toda a gente. Desafia todas as relações de poder e os privilégios e as prerrogativas das actuais elites em perigo, e fornece o pano de fundo contra o qual se travarão as lutas-chave pelo poder de amanhã.
Muita desta civilização emergente contradiz a antiga civilização industrial tradicional. É, simultaneamente, muitíssimo tecnológica e anti-industrial.
A Terceira Vaga traz consigo um modo genuinamente novo baseado em fontes de energia renováveis e diversificadas; em métodos de produção que tornam absoleta a maioria das linhas de montagem; em famílias novas e não-nucleares; numa nova instituição que pode chamar-se “chalé electrónico”, e nas radicalmente modificadas escolas e corporações do futuro. A civilização emergente escreve, para nós, um novo código de comportamento e leva-nos para além da estandardização, da sincronização e da centralização, para além da concentração de energia, dinheiro e poder.
Esta nova civilização, ao desafiar a antiga, derribará burocracias, reduzirá o papel do estado-nação e originará economias semiautónomas num mundo pós-imperialista. Requer governos mais simples, mais eficazes e, todavia, mais democráticos do que quaisquer que hoje conhecemos. É uma civilização com a sua própria e característica perspectiva do mundo, com as suas maneiras próprias de lidar com o tempo, o espaço, a lógica e a causalidade.
Sobretudo, (…) a civilização da terceira Vaga começa a colmatar a brecha histórica entre produtor e consumidor, dando origem à economia “produsumidora” de amanhã. Por esta razão, entre muitas, poderia – com alguma ajuda inteligente da nossa parte – vir a ser a primeira civilização verdadeiramente humana da História.
Alvin Toffler, A Terceira Vaga, Ed. Livros do Brasil, 1999

Proposta de actividade:

1. Perante a nova civilização que está a emergir, Alvin Toffler aponta duas reacções visíveis. Identifica-as.

2. “Nós somos os filhos da próxima transformação, a Terceira Vaga.”
2.1. Faz o levantamento dos diversos termos propostos para designar o fenómeno a que o autor chama Terceira Vaga.

2.2. Explica por que razão o autor considera que nenhum deles é adequado.

2.3. Evidencia as principais características desta Terceira Vaga.
CLC 2009/2010
As formadoras

O Preço da Cultura



SENHORA - Bom dia, meu senhor.

VENDEDOR - Bom dia, minha senhora. Em que posso ajudá-la?

SENHORA - Vejamos…vejamos…dê-me…dois quilos de livros…

VENDEDOR - Como disse?

SENHORA - Não, melhor três quilos.

VENDEDOR - Três quilos de quê?

SENHORA - De livros, senhor. Livros. Não sabe o que é um livro? Para ler…

VENDEDOR - Sim, mas…

SENHORA - E me dê também… dez metros, não, melhor 15 metros de filmes…

VENDEDOR- De filmes?!

SENHORA - De filmes, sim senhor. Ou tão pouco sabe o que são filmes? Filmes de cinema. Se tem de televisão também, mas esses vendem – se por peso, não?

VENDEDOR - Mas, de que está a falar, senhora?

SENHORA - Vamos ver , vamos ver, que me falta?… Música!... O senhor tem dessas latinhas vermelhas que trazem uma dúzia de canções?... Ah, e já me estava a esquecer… Dê-me também um frasquinho de teatro. Vendem em pó, não é verdade?

VENDEDOR - Um momento, um momento, senhora. Não me continue a gozar que eu já tenho cabelos brancos.
SENHORA - Ninguém está a gozar consigo, meu senhor. Eu quero comprar.

VENDEDOR - Comprar o quê ? Deus e todos os santos me ajudem...

SENHORA - Comprar cultura. Teatro, cinema, literatura...

VENDEDOR - Mas, minha senhora, essas coisas…

SENHORA - O senhor não vende arroz, tomates, sabão…

VENDEDOR - Mas, senhora, a cultura não é um tomate. Não é uma mercadoria.

SENHORA - Ah, não? E quem disse que não, pode-se saber?

UNESCO - Nós dizemos que não!

(APLAUSOS)

LOCUTOR - Durante a última Conferência Geral da UNESCO, em Paris, foi aprovada uma Convenção sobre Protecção da Diversidade Cultural e as Expressões Artísticas.

LOCUTORA - Dos 151 países membros da UNESCO presentes na sala, quase todos votaram a favor.
(APLAUSOS)

LOCUTOR - Só dois países votaram contra. Só dois. Adivinhe quais são.

ARTISTA - Dois países votaram contra? Impossível, alguém está contra a cultura?

LOCUTOR - Pois sim, dois países votaram contra a protecção da diversidade cultural. Adivinhe quais?

ARTISTA - Estados Unidos?

LOCUTOR - Adivinhou, caro artista. Adivinhou. Estados Unidos e Israel. Só esses dois países votaram contra.

ARTISTA - Impressionante…

LOCUTOR - Estados Unidos e Israel pensam como a senhora que quer comprar, que a cultura se compra como os tomates ou os sabonetes.

GRINGO - O mercado é o mercado.

ARTISTA - E a cultura é a cultura, mister.

GRINGO - Tudo se vende, tudo se compra.

ARTISTA - O que acontece é que vocês pensam saber o preço de tudo e o valor de nada, mas há coisas que não têm preço. A cultura de um país é uma delas.

GRINGO - E meus filmes de Hollywood?...Vou perder money!

LOCUTOR - A cultura não é uma mercadoria. Os bens culturais não podem submeter-se às leis da Organização Mundial do Comércio. Segundo a UNESCO, cada Estado é soberano para elaborar políticas culturais que defendam e promovam a sua arte, o seu idioma, o seu cinema, o seu teatro, a sua cultura…

ARTISTA - Frente ao colonialismo cultural… a diversidade cultural!

Adaptado do programa dos Radialistas Apasionados e Apasionadas: “O Preço de Tudo e o Preço de Nada”

Proposta de actividade:

Este texto radiofónico tem como base uma decisão da Unesco que dá a cada país o direito de decidir a sua própria política cultural, podendo incentivar os seus produtos culturais e dificultar a importação dos produtos estrangeiros. Os EUA votaram contra pois temem que essas políticas possam dificultar a exportação dos seus produtos de entretenimento.

1. Qual a razão da dificuldade de comunicação entre o vendedor e a compradora?

2. Neste texto estão presentes duas formas diferentes de entender a cultura e a sua relação com a economia. Identifique-as.

3. Qual das posições presentes se identifica mais com a sua visão da cultura?

4. Parece-lhe que o estado deve intervir de forma activa na produção cultural do país, subsidiando eventos ou investindo num serviço público televisivo em prol da cultura, ou pelo contrário deve ser apenas o público que consome a pagar as despesas?

5. Tomando com referência um qualquer livro que tenha comprado, por exemplo, o livro do conhecido jornalista José Rodrigues dos Santos “O Sétimo Selo” cujo custo de venda ao público é de 22 €, tendo em conta o número de horas despendido na escrita do livro, o número de intervenientes desde a sua escrita até à sua venda, os gastos na promoção, divulgação e distribuição do mesmo pelo país, faça uma pequena reflexão em que refira se o valor do livro é justo.

Cidadania e Consumo

DIREITOS E DEVERES DOS CONSUMIDORES
Segundo a legislação, consumidores são todas as pessoas que compram bens para uso pessoal, a alguém que faça da venda a sua profissão.
A Lei n.º 24/96, de 31 de Julho estabelece os direitos e deveres dos consumidores, alterada pelo Decreto – Lei n.º 67/2003, de 8 de Abril.

Os Direitos do Consumidor:
1) O Direito à Qualidade de Bens e Serviços:
Quando se adquire um produto ou serviço espera-se que ele corresponda às suas expectativas, quanto à qualidade e utilidade. A Lei estabelece que estes devem satisfazer os fins a que se destinam e produzir os efeitos que se lhes atribuem. Essa qualidade deve ficar assegurada durante algum tempo após a sua compra. Se comprar um bem móvel, como um computador, uma bicicleta, uma camisola, etc…, o fornecedor tem de garantir o seu bom estado pelo período de 2 anos, com a transposição para a Lei Portuguesa da respectiva directiva comunitária, anteriormente era apenas 1 ano. Caso o produto tenha algum problema e necessite de reparação, durante o período de garantia, este prazo de garantia fica suspenso pelo tempo em que decorrer a reparação, recomeçando a contar a partir do fim da reparação. Por outro lado, o vendedor oferece ao consumidor uma garantia contratual, ou seja, uma espécie de contrato que é fornecido como o bem e que deve ser apresentado ao consumidor antes da compra.
Bem diferente é o da compra de um bem imóvel, uma casa, por exemplo. Neste caso, a garantia que é dada pelo construtor é de 5 anos, aplicando-se também o período de suspensão da garantia em caso de reparação de anomalias.
2) O Direito à Protecção da Saúde e à Segurança Física:
É proibido fornecer bens ou prestar serviços que coloquem em risco a saúde e a segurança física das pessoas. Assim que a Administração Pública toma conhecimento destas situações deve retirar do mercado esses produtos ou serviços, bastando para tal proceder à fiscalização e respectivos procedimentos de retirada de circulação. No caso de produtos perigosos, como por exemplo os pesticidas, devem ter no rótulo uma nota para chamar atenção para os seus riscos.
Existe também, a nível nacional, uma entidade chamada Comissão de Segurança, que funciona junto do Instituto do Consumidor e que define se a generalidade dos produtos existentes no mercado respeitam ou não as regras mínimas de segurança e protecção dos consumidores.
3) O Direito à Formação, Educação para o Consumo:
Todo o cidadão tem o direito de conhecer os seus direitos enquanto consumidor. É ao Estado que cabe criar formas que lhe permitam conhecê-los. Os Centros de Informação Autárquica ao Consumidor das Câmaras Municipais poderão sempre ajudá-lo nesse sentido, mas também o Instituto do Consumidor, centros de arbitragem de conflitos de consumo, as Direcções Regionais do Ambiente e Recursos Naturais, a Inspecção-Geral das Actividades Económicas, a Direcção-Geral do Turismo e diversas associações particulares. A 13 de Março, comemora-se o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor.
4) O Direito à Informação:
O direito à informação está consagrado na Lei de Defesa do Consumidor (Lei n.º 24/96, de 31 de Julho). Até aqui, tudo bem. Mas é necessário que a informação chegue até nós de uma forma clara e inequívoca. Por exemplo: se comprar uma aparelhagem de som e as instruções e demais informações apenas estiverem redigidas em inglês e/ou francês, tem o direito de exigir do fornecedor um novo manual em português, dado que a sua língua oficial é o português.
Por outro lado, os fornecedores devem dar-lhe todas as informações sobre as características dos produtos que vendem, especialmente preço, contratos, garantias e assistência pós – venda. Para além do próprio vendedor, todos os restantes elos da cadeia, desde o produtor ao distribuidor, são responsáveis pelas informações prestadas aos consumidores. Não se podem furtar a dá-las, nem invocar segredos de fabrico.
A publicidade que é feita aos produtos e serviços tem que ser verdadeira, pois ela leva os consumidores a adquirirem determinado produto pelas características que aí são apresentadas. Se depois verificar que a realidade do produto não corresponde ao que foi enunciado na publicidade, está perante um caso de publicidade enganosa, e como tal, deve denunciar às entidades competentes ou às organizações de defesa dos consumidores.
E ainda falando do direito à informação, sabia que os serviços públicos de rádio e televisão são obrigados a ter espaços destinados à informação do Consumidor?
5) O Direito à Protecção dos Interesses Económicos:
Cada vez mais os seus interesses económicos devem ser garantidos. No âmbito de uma relação jurídica de consumo, tanto o comprador (consumidor) como o vendedor estão em pé de igualdade. A relação entre estes dois elementos é suposta de ser equilibrada, leal e baseada na boa – fé. Nem sempre é exigido legalmente um contrato escrito numa relação de compra e venda, pois ao comprar umas calças, por exemplo, está a celebrar uma relação contratual, mas a lei não exige que faça um contrato escrito, no entanto, em muitas situações esse simples papel pode fazer muita diferença. Porém, tome atenção aos contratos pré – redigidos (contratos de pré – adesão), onde não há negociação com o comprador, mas há certas normas que o vendedor tem que respeitar, como a redacção clara e inequívoca das regras (cláusulas) do contrato e a não utilização de cláusulas que originem desequilíbrios e desigualdades, como é o caso das Cláusulas Contratuais Gerais Abusivas, que são expressamente proibidas por lei, por desrespeitarem os direitos dos consumidores.
6) O Direito à Prevenção e Reparação de Danos:
Quando alguém ou alguma entidade lhe presta informações falsas, lhe vende artigos de má qualidade ou lhe preste serviços que não o satisfaçam ou não correspondam às expectativas, está a causar-lhe um dano. Pois bem, tem todo o direito à reparação desse dano. Para isso basta RECLAMAR!!!
Se comprar uma camisola com defeito é muito desagradável, mas nem por isso tem que ficar com ela. Sempre que isso acontecer, recorra novamente ao local da venda e exija a sua reparação ou substituição, ou ainda uma redução de preço, ou simplesmente a devolução do dinheiro, pois está no seu direito! É necessário que tenha atenção ao prazo de reclamação, pois no caso dos bens móveis (como uma camisola, ou uma bicicleta) tem 60 dias para reclamar, já no caso dos bens imóveis (uma casa, por exemplo), o prazo é de um ano.
7) O Direito à Protecção Jurídica e a uma Justiça Acessível e Pronta:
Sempre que veja necessidade de defender os seus direitos, pode recorrer à justiça. Hoje em dia, em Portugal, cada vez são mais frequentes os casos em que o consumidor leva um fornecedor de um qualquer bem defeituoso a tribunal, para exigir uma indemnização pelos danos que lhe causou. Se o valor da acção judicial não ultrapassar os 3,750 Euros, não terá de pagar quaisquer custos, desde que faça a reclamação junto de um dos Centros de Arbitragem de Conflitos de Consumo
Em caso de conflito lembre-se que pode sempre recorrer às Associações de Defesa do Consumidor, como a DECO, o Instituto do Consumidor, os Centros de Informação Autárquico ao Consumidor, ou aos Centros de Arbitragem dos Conflitos de Consumo.
8) O Direito à Participação, por via representativa, dos seus Direitos e Interesses:
Actualmente existem cada vez mais associações de consumidores, e cada vez com mais credibilidade e próximas de centros decisórios, devido em muito ao seu grande empenhamento e capacidade técnica. Entre elas, pode contar com associações de defesa dos consumidores de carácter geral, como é o caso da DECO, e outras de carácter mais específico, como por exemplo o ACP – Automóvel Clube de Portugal.
Na defesa dos seus interesses, tem direito a que as associações que o representam sejam sempre consultadas, tanto mais que assim os seus interesses podem chegar mais alto…
Um exemplo prático desta representação que as associações de consumidores lhe oferecem é o da sua participação na discussão de determinadas leis relacionadas com o interesse dos consumidores. Elas são chamadas, dão a sua opinião. Posto isto, resta aguardar que a lei saia e… que se cumpra!

Os Deveres do Consumidor:
a) O Dever da Solidariedade:
Juntar-se a outros consumidores, nomeadamente tornando-se sócio de uma organização, só lhe poderá trazer vantagens, pois quantas mais forem as vozes, mais alto falarão, e melhor poderá defender os seus direitos e interesses. Também há casos de associações que se formam para resolver uma situação isolada e depois se extinguem, como por exemplo uma associação de moradores de determinada zona, que é feita para resolver um problema de estradas.
b) O Dever da Consciência Crítica:
Cada consumidor tem o dever de estar atento e ter consciência crítica em relação à qualidade e preço dos produtos e serviços que lhe são disponibilizados pelos agentes económicos. Sempre que entender que há motivo reclame, pois só assim os males podem ser reparados.
c) O Dever de Agir:
Tem o dever de agir perante as situações em que se sinta enganado ou injustiçado, pois se não o fizer continuará a ser explorado, e permitirá que outros também o sejam.
d) O Dever da Preocupação Social:
O dever da preocupação social que tem de ter consciência sobre o impacto que o seu consumo provoca sobre os outros cidadãos, especialmente sobre os grupos mais desfavorecidos, seja a nível local, nacional ou mesmo internacional. Por isso, consuma, mas não desperdice, pois além de aumentar o volume de resíduos que terão que ser eliminados, deve pensar que o que você deita fora, faz falta a alguém noutra parte do Mundo.
e) O Dever de Consciência Ambiental:
Cada vez mais se fala em ambiente, consciência ambiental, e não e por acaso ou por moda. É um problema sério que terá que começar a enfrentar, pois o seu consumo tem consequências nefastas para o ambiente de hoje, e de amanhã. Deve reconhecer a sua responsabilidade, como a de todos nós, individual e social, para que possam preservar os recursos naturais, que não são inesgotáveis e proteger a terra para as futuras gerações.
(adaptado)
Proposta de actividade:
1. Seleccione um direito e um dever do consumidor e explique porque os considera importante.
2. Os direitos do consumidor estão consagrados na Constituição da República Portuguesa Lei nº 24/96, de 31 de Julho, alterada pelo Decreto Lei nº67/2003, de 8 de Abril. Consulte a lei e mostre em que âmbito/ secção dos direitos gerais dos cidadãos se incluem os do consumidor.
3. Pesquise sobre o que são direitos de cidadania. Explique que direitos consagram.
4. Escreva uma dissertação sobre a relação entre os direitos do consumidor e os direitos de cidadania.
5. Legende o seguinte cartoon:





CLC 2009/2010
AS formadoras

domingo, 22 de novembro de 2009

Os Satélites de Telecomunicações

Os satélites no mundo actual são de extrema importância, aliás um país que domina a tecnologia de lançamento de satélites é considerado um país já “desenvolvido”, uma vez que a maioria dos meios de comunicação utilizam os satélites como meio de propagação das suas ondas. Um exemplo comum é a televisão. As ondas electromagnéticas têm origem numa estação geradora e lançadas para a órbita da terra, onde são recebidas por um satélite. Este, por sua vez, retransmite o sinal para uma segunda estação na terra, chamada receptora, muitas vezes a milhares de quilómetros de distância. Por meio de sinais electromagnéticos auxiliados pelos satélites, também funcionam alguns tipos de telemóveis, televisões e respectivos canais por assinatura, alguns tipos de radioamador.

A maioria dos satélites de telecomunicações ocupa uma órbita geoestacionária. Uma órbita é considerada geoestacionária quando esta órbita é circular e se processa exactamente sobre o equador da Terra, nos pontos de latitude zero e a sua rotação acompanha exactamente a rotação da Terra.
Desta forma para um observador que estiver situado sobre a superfície, verá que um satélite pertencente a uma órbita geoestacionária permanece sempre na mesma posição.
É o caso da maioria dos satélites artificiais de comunicações e de televisão que ficam em órbitas geoestacionárias a fim de permanecerem sempre sobre a mesma posição aparente e desta forma poderem receber e transmitir dados para uma mesma região constantemente.
Fontes de consulta: www.bandalarga.net
www.wikipédia.org
Alexandra Simão - NS1

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Evolução do Motor: impacto na vida actual

No dia 12 de Novembro, a Turma NS4, dando cumprimento à actividade integradora - A evolução do motor: impacto na vida actual - realizou uma exposição dedicada às 4 gerações do Opel Corsa - dos anos 80 à actualidade - acompanhada de uma explicação técnica proferida pelo formando Júlio Dias, mecânico de profissão e que a nível pessoal alimenta o gosto pela recuperação de motores.
Simultaneamente expôs no Polivalente da escola um conjunto de trabalhos mostrando a evolução técnica de vários tipos de motores e seus componentes. Apresentaram gráficos demonstrativos da relação entre o motor e o impacto ambiental. Mostraram, ainda, a evolução dos computadores, da televisão e da fotografia ao longo dos tempos. Estes trabalhos foram apresentados e explicados pelos formandos da turma, tornando a visita à exposição interessante, dinâmica e interactiva para todos os formandos do curso EFA e professores que assistiram.